terça-feira, 24 de março de 2009

CHAMADA DE LONDRES

Este é daqueles discos que naquele exercício estúpido "se fores para uma ilha deserta e só puderes levar 10 discos, quais escolhes?" ia comigo de certeza.
Nunca me canso dele. A capa é um pastiche a um disco de Elvis Presley (até o lettering e as cores são iguais), mas as semelhanças acabam por aí.
Atravessa todos os géneros de música, do rockabilly ao reggae, do new wave ao punk, da música de dança ao jazz, da canção política à pop, do ska ao r&b, sempre com uma qualidade a toda a prova.
E é um disco que transborda energia do princípio ao fim, irrepreensível no alinhamento e com letras que podem ser conotadas com o grito de uma geração, com uma vertente política vincadíssima.
Imaginem os Sex Pistols, com toda aquela carga histórica de tornar a música acessível mesmo a quem não sabe tocar, mas sabendo tocar, tendo uma mensagem e uma criatividade transbordante.
Além do mais esteve na origem da maior gaffe da história da prestigiada revista Rolling Stone, que o considerou o melhor disco de 1980, quando na realidade foi editado em Dezembro de 1979.
No entanto, numa lista publicada em 2003, a mesma revista considerou-o em número oito na lista dos 500 melhores discos de sempre, numa lista decidida por 273 profissionais da indústria musical.
Lá o ranking não discuto, mas que é dos melhores de sempre estou plenamente de acordo.

2 comentários:

  1. que chatice que vou ter que concordar contigo!:-)
    mas se fosse para uma ilha deserta teria bastante dificuldade em escolher 10...

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  2. É assim tão difícil concordar comigo?
    De qualquer forma a discussão dos 10 discos torna-se irrelevante uma vez que o ipod já permite levar muito mais com menos volume.

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